Áreas Protegidas
por José Pedro de Oliveira Costa
O primeiro esforço significativo feito no Brasil para participar do movimento internacional de criação de áreas naturais protegidas aconteceu em 1911. O responsável foi Luís Felipe Gonzaga de Campos, um cientista brasileiro que editou nesse ano um importante livro intitulado Mapa Florestal do Brasil, publicação que, como o nome sugere, é acompanhada de um mapa, na escala de 1:5.000.000. De lá para cá foram criados no País 35 Parques Nacionais, 23 Reservas Biológicas, 6 Reservas Ecológicas e 21 Estações Ecológicas, num total de 15 milhões de hectares de áreas protegidas em nível federal. Se somarmos a essas áreas todas as Unidades de Conservação decretadas a nível estadual e municipal, sem contar as particulares, chegaremos a mais de 500!
O Mapa Florestal do Brasil é o primeiro estudo abrangente feito em nosso País com uma descrição detalhada de nossos diferentes ecossistemas e o estágio de conservação de cada um, com a expressa intenção de subsidiar as autoridades brasileiras para a criação de um conjunto de parques nacionais. Tal como vinha ocorrendo em outros países, tinha como finalidade a conservação da beleza natural e de bons exemplos da natureza ainda intacta, antes de sua destruição pelo desenvolvimento humano. Como podemos ver, foram os mesmos objetivos que inspiraram a criação do primeiro dos parques nacionais, o de Yellowstone, em Montana, nos Estados Unidos.
Em decorrência da publicação do Mapa Florestal do Brasil, hoje um clássico, decretos foram publicados na mesma época pela Presidência da República, criando dois parques nacionais no então território do Acre, hoje estado da federação. A iniciativa era tão avançada para o início do século, no País, que os decretos caíram no total esquecimento e essas áreas nunca foram implementadas. Somente em anos recentes descobriu-se esses instrumentos legais e constatou-se que os nossos primeiros parques já estavam quase completamente destruídos, não havendo mais sentido em procurar preservá-los. Apenas parte que se salvou de um deles está hoje inserida dentro da Estação Ecológica do Rio Acre.
Em continuidade, somente nos anos 30 nosso primeiro parque nacional seria criado. Este é o Parque Nacional do Itatiaia, situado na Serra da Mantiqueira, na divisa dos estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, hoje considerada a primeira área natural a ser protegida no Brasil.
Seguindo a criação do Itatiaia, nome indígena que designa agulhas de pedra, em referência às formações rochosas de seu pico, sulcadas pelas últimas glaciações, mais três parques foram criados nessa mesma década: o Parque Nacional do Iguaçu, o de Sete Quedas e o da Serra dos Órgãos. O primeiro, para proteger a mais magnífica das cataratas do planeta. O segundo, protegendo cachoeiras tão maravilhosas quanto a anterior, no rio Paraná, na nossa fronteira com o Paraguai. Infelizmente, as "Sete Quedas" foram submersas pela construção da hidrelétrica de Itaipu, realizada durante o regime militar, e esse parque foi desativado por um decreto-lei. E o terceiro deles, protegendo um trecho encantador da Mata Atlântica, no Rio de Janeiro, onde está a famosa formação de pedra conhecida como "Dedo de Deus".
Durante a Segunda Guerra Mundial, pouco foi feito em relação à criação de novas áreas protegidas. Porém, logo após o término do conflito, o Congresso Brasileiro aprovou a assinatura da Convenção Interamericana de Proteção das Belezas Naturais do Continente. Vários novos parques e áreas com diferentes especificidades foram criados desde então e, lentamente, a sociedade foi adquirindo consciência da importância da preservação.
Surgiram as Reservas Biológicas e Reservas Florestais, estas em desuso hoje, mas durante muito tempo com um importante papel na proteção de matas onde era permitida a exploração econômica. Boa notícia é que alguns estados começaram também a dar maior importância ao assunto e a criar seus próprios sistemas de unidades de conservação, aumentando, em número e território, a quantidade de áreas naturais protegidas.
Uma nova onda favorável à proteção da natureza surge no País logo depois da Primeira Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente, realizada em Estocolmo, na Suécia, em 1972, quando é criada no Brasil a Secretaria Especial do Meio Ambiente (Sema). Essa nova secretaria federal, liderada pelo biólogo Paulo Nogueira-Neto, institui uma nova e significativa categoria de área protegida, a Estação Ecológica. Pouco tempo depois, a mesma Sema, inovando novamente, propõe e alcança, no início da década de 80, a aprovação de uma lei que institui mais uma categoria de área protegida: a Área de Proteção Ambiental (APA), que representa uma revolução no conceito de áreas protegidas existentes no País até então.
As APAs podem ser declaradas tanto em área pública como em terras de propriedade privada e propõem inovações na forma de defender a nossa natureza. Foram inspiradas num tipo de área protegida em uso na Europa, o parque natural, que, por sua vez, está relacionado ao modelo de Reserva da Biosfera proposto pelo programa O Homem e a Biosfera (MAB), da Unesco, que vinha sendo utilizado por vários países antes de ser implantado no Brasil. Aqui, por resistência do regime militar a qualquer interferência estrangeira em nossa soberania, não foi possível aderir diretamente desde o início de sua instituição a esse programa, mas hoje, no seu âmbito, o País já conta com a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.
Nova revolução ocorre uma década mais tarde, com a criação de mais um tipo de área: a Reserva Extrativista. Essa nova categoria de unidade de conservação tem uma função totalmente diferenciada das categorias anteriores. Abriga áreas protegidas de propriedade governamental, cuja finalidade é promover a estabilidade do ecossistema, garantindo seu uso sustentado, por determinado grupo social. As Reservas Extrativistas foram criadas inicialmente para garantir o trabalho dos seringueiros da Amazônia. Tiveram um grande apoio do seu líder, Chico Mendes, e foram instituídas por lei apenas depois do assassinato desse sindicalista, ocorrido em 1988, claramente em homenagem à sua luta em defesa dos povos da floresta e pela proteção à natureza. Hoje, o conceito de Reserva Extrativista está bastante aceito e já se pensa em sua utilização para outros grupos sociais de cultura tradicional que vivem em todas as regiões do País. Mais ainda, esse conceito, desenvolvido na Amazônia brasileira, está sendo considerado e experimentado em outros países com características semelhantes às do Brasil.
Sob o aspecto legal, também ocorreu no País uma outra revolução no que diz respeito às nossas áreas protegidas, com a promulgação da Constituição de 1988, quando, pela primeira vez, as unidades de conservação foram citadas em um texto constitucional. Ficou então estabelecido que é obrigação do Estado a proteção da biodiversidade brasileira, e que essa proteção se dará através de, entre outros métodos, a criação de áreas protegidas ao longo de todo o território nacional. Mais ainda, diz a Constituição que essas áreas somente poderão ser modificadas, suprimidas ou diminuídas através de lei. É um grande e importante reforço ao programa de unidades de conservação brasileiro.
Ainda sob o ponto de vista legal, nova iniciativa relevante é o projeto de lei em discussão na Câmara Federal, que oficializa um Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). Esse projeto, proposto por especialistas do setor, tem por objetivo organizar, em nível nacional, a classificação e a nomenclatura de nossas áreas protegidas, para que componham um conjunto eficiente e coerente, que atenda a todos os objetivos que devem cumprir. O SNUC está baseado nas categorias de áreas de proteção da natureza da União Internacional de Conservação da Natureza (UICN), que é a classificação mais amplamente aceita e consolidada em nível internacional. Faz parte do sistema proposto a avaliação permanente do estado de implantação e conservação das áreas protegidas, corrigindo, assim, um dos principais problemas das mesmas: o fato de que a maioria não foi realmente efetivada, existindo apenas por determinação legal. O processo é tão grave, que chegou mesmo a cunhar para essas áreas a designação de "parques de papel".
Outro aspecto em que o SNUC deverá contribuir é a avaliação das áreas, regiões e ecossistemas do País que já estão suficientemente protegidos e os que necessitam, com mais urgência, da criação de novas unidades para garantir a sua proteção. Hoje, a Mata Atlântica conta com mais de 250 áreas protegidas oficialmente, enquanto o semi-árido brasileiro, chamado por nossos indígenas de Caatinga, que quer dizer mata branca, dispõe de pouco mais de uma dezena. Esses dois ecossistemas precisam mais áreas protegidas, mas o segundo requer um esforço de curto prazo maior. Além dessas categorias do SNUC, existem também mais algumas formas de conservação da natureza, como as áreas naturais tombadas e outras áreas protegidas, que merecem mais atenção.
Em resumo: o sistema de unidades de conservação brasileiro é um conjunto impressionante de enorme valor cultural, econômico e científico, que inclui diversas modalidades de áreas protegidas e abriga uma quantidade expressiva de paisagens de beleza indescritível. Essas dádivas da natureza, exemplos preciosos do paraíso terrestre, protegem as espécies da fauna e flora do País de maior diversidade biológica do mundo. Apesar de seu enorme significado, por ser um dos sistemas de proteção mais importantes do planeta, está sempre necessitando de reforço. A cooperação internacional tem colaborado de forma crescente para a consolidação deste sistema. A opinião pública brasileira, as autoridades e a sociedade civil, através das organizações ambientalistas não governamentais, têm dado apoio cada vez mais significativo a ele. Mesmo assim, maiores esforços e maior prioridade, em nível nacional e externo, são necessários para garantir a sobrevivência de algumas das paisagens mais espetaculares com que a natureza nos enaltece.
Áreas protegidas em Sergipe
No Brasil, de acordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC, 2000), as áreas protegidas dividem-se em dois grupos: Unidades de Proteção Integral e Unidades de Uso Sustentável. As Unidades de Proteção Integral têm por objetivo básico preservar a natureza, sendo admitido apenas o uso indireto dos seus recursos naturais. Neste grupo encontram-se: Estação Ecológica (ESEC), Reserva Biológica (REBIO), Parque Nacional (PARNA), Monumento Natural e o Refúgio de Vida Silvestre.
Já as Unidades de Uso Sustentável têm como objetivo básico compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela dos seus recursos naturais. Neste grupo incluem-se as seguintes categorias: Área de Proteção Ambiental (APA), Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE), Floresta Nacional (FLONA), Reserva Extrativista (RESEX), Reserva de fauna, Reserva de Desenvolvimento Sustentável e Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN).
Unidades de Conservação estaduais
Apesar de ser o menor estado em extensão territorial do Brasil, Sergipe apresenta peculiaridades ecossistêmicas que merecem destaque. Os ecossistemas predominantes são a mata atlântica e a caatinga. A mata atlântica foi intensamente explorada desde a colonização do país, e reduzida no estado de Sergipe a 0,1%. A caatinga tem sido intensamente explorada, com substituição de espécies vegetais nativas por cultivos e pastagens.
No estado de Sergipe existem oito unidades de conservação da natureza, sendo três do governo federal, uma municipal e quatro estadual.
Para o cumprimento dos objetivos das unidades do estado, a SEMARH fará a implementação das duas Áreas de Proteção Ambiental e a recategorização das unidades conflitantes com a legislação vigente.
Sergipe possui duas Unidades de Conservação de uso sustentável na categoria de Área de Proteção Ambiental (APA), de âmbito estadual que estão sob a gestão do Governo do Estado de Sergipe administradas pela SEMARH: Área de Proteção Ambiental Morro do Urubu e Área de Proteção Ambiental do Litoral Sul
Área de Proteção Ambiental Morro do Urubu
Localizada na área urbana de Aracaju, limita-se ao Norte com o rio do Sal, ao Leste com o rio Sergipe, e ao Sul e Oeste com as áreas urbanas da zona Norte do município. Trata-se de região onde originalmente predominava a Mata Atlântica e seus ecossistemas associados, além de enclaves de Cerrado. Criada e regulamentada pelos Decretos 13.713, de 14.07.93, e 15.505, de 13.07.95, a área vem sofrendo pressão urbana e se descaracterizando cada vez mais. O complexo de vegetação encontra-se hoje bastante comprometido, sobretudo pela invasão, construção e urbanização das favelas na área.
Área de Proteção Ambiental do Litoral Sul
Transformada em Unidade de Conservação através do Decreto 13.468 de 22 de janeiro de 1993, define a estrutura de ocupação da área compreendida entre a foz do Rio Vaza Barris e a desembocadura do Rio Real, com cerca de 55,5 km de costa e largura de 10 km do litoral para o interior. Abrange os municípios de Itaporanga d’Ajuda, Estância, Santa Luzia do Itanhy e Indiaroba. Inserem-se nesta APA as praias mais habitadas do Estado, destacando-se a Caueira, Saco e Abais. Observam-se também as maiores áreas de restingas arbóreas, manguezais e manchas mais preservadas de Mata Atlântica.
domingo, 10 de maio de 2009
Restinga
Restinga
por Waldir Mantovani
Restinga é um termo empregado para designar as planícies litorâneas cobertas por deposição marinha, resultante do recuo dos níveis de oceanos há cerca de 5 mil anos, durante o Quaternário. Depois do recuo, houve deposições fluvial e lacustre, contendo, em parte, material proveniente das escarpas do Complexo Cristalino, características no litoral Sul e Sudeste brasileiro, ou do arenito da Formação Barreiras. Essas planícies situam-se sob clima tropical úmido, sem estação seca, com precipitações médias anuais ao redor de 1700-2000 mm. A maior quantidade de nutrientes na planície costeira provém de precipitações atmosféricas, estando principalmente fixada na biomassa vegetal.
As planícies litorâneas podem apresentar-se com extensões bastante variadas, dependendo do recuo das escarpas do Cristalino. Os níveis marinhos passados oscilaram de forma a promover a sedimentação em diversos patamares, que são testemunhos desta deposição alternada. Pela ação das marés, a deposição de sedimentos marinhos se deu sob a forma de cordões arenosos, havendo alguns terraços mais antigos. Por trás desses depósitos e entre os cordões é possível ocorrerem depressões que formam várzeas ou pântanos de água doce.
Na linha de praia das planícies litorâneas se estabelece uma vegetação adaptada às condições salinas e arenosas sob influências de marés, denominada halófila-psamófila, com espécies herbáceas reptantes, com sistemas radiculares amplos. Após esta faixa, sobre cordões mais estáveis, encontra-se uma vegetação arbustiva e arbórea densa, denominada jundu, com muitas bromélias terrícolas. É característica a sua forma de cunha, devido à ação abrasiva de partículas de areia sobre as gemas voltadas para a praia. Apresenta uma camada orgânica pouco desenvolvida, com as bromélias de solo desempenhando um papel estabilizador do substrato e de retenção de água e de nutrientes no sistema. No litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santo desenvolvem-se moitas compostas por espécies arbustivas e arbóreas, intercaladas por solo descoberto, cuja denominação é dada pela presença de taxas dominantes, como Restinga de Clusia, de Myrtaceae e de Ericaceae.
Sobre os cordões arenosos, dependendo de sua idade, estabelece-se uma floresta que é menos exuberante que a Mata Atlântica, com flora similar, penetração de elementos do Cerrado, poucas espécies características e grande quantidade de epífitas. Há florestas que se assemelham às dos topos de morros nas serras costeiras, em geral sobre cordões mais recentes, com muitas Myrtaceae e bromélias terrícolas.
Nos terraços marinhos é comum a ocorrência de áreas temporariamente inundadas, que suportam florestas de várzea. Entre os cordões há depressão que pode ser permanentemente úmida, sustentando florestas paludosas, com poucas espécies arbóreas adaptadas e muitas bromélias sobre o solo encharcado. Nas bacias de solo orgânico tanto se desenvolve a floresta paludosa quanto os campos monoespecíficos de taboa ou de lírio do brejo. Este conjunto de formações sobre a planície litorânea estabelece um mosaico de granulação variável, ampliando sua diversidade biológica. A fauna de mamíferos e de aves que ocorre nas florestas sobre a restinga é similar à da Mata Atlântica, indicando interações associadas às alternativas temporais e espaciais de recursos alimentícios, de abrigo e de nidificação. Estas florestas pluviais associadas ao domínio atlântico têm poucos remanescentes preservados em Unidades de Conservação, principalmente pela ocupação urbana das planícies litorâneas.
por Waldir Mantovani
Restinga é um termo empregado para designar as planícies litorâneas cobertas por deposição marinha, resultante do recuo dos níveis de oceanos há cerca de 5 mil anos, durante o Quaternário. Depois do recuo, houve deposições fluvial e lacustre, contendo, em parte, material proveniente das escarpas do Complexo Cristalino, características no litoral Sul e Sudeste brasileiro, ou do arenito da Formação Barreiras. Essas planícies situam-se sob clima tropical úmido, sem estação seca, com precipitações médias anuais ao redor de 1700-2000 mm. A maior quantidade de nutrientes na planície costeira provém de precipitações atmosféricas, estando principalmente fixada na biomassa vegetal.
As planícies litorâneas podem apresentar-se com extensões bastante variadas, dependendo do recuo das escarpas do Cristalino. Os níveis marinhos passados oscilaram de forma a promover a sedimentação em diversos patamares, que são testemunhos desta deposição alternada. Pela ação das marés, a deposição de sedimentos marinhos se deu sob a forma de cordões arenosos, havendo alguns terraços mais antigos. Por trás desses depósitos e entre os cordões é possível ocorrerem depressões que formam várzeas ou pântanos de água doce.
Na linha de praia das planícies litorâneas se estabelece uma vegetação adaptada às condições salinas e arenosas sob influências de marés, denominada halófila-psamófila, com espécies herbáceas reptantes, com sistemas radiculares amplos. Após esta faixa, sobre cordões mais estáveis, encontra-se uma vegetação arbustiva e arbórea densa, denominada jundu, com muitas bromélias terrícolas. É característica a sua forma de cunha, devido à ação abrasiva de partículas de areia sobre as gemas voltadas para a praia. Apresenta uma camada orgânica pouco desenvolvida, com as bromélias de solo desempenhando um papel estabilizador do substrato e de retenção de água e de nutrientes no sistema. No litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santo desenvolvem-se moitas compostas por espécies arbustivas e arbóreas, intercaladas por solo descoberto, cuja denominação é dada pela presença de taxas dominantes, como Restinga de Clusia, de Myrtaceae e de Ericaceae.
Sobre os cordões arenosos, dependendo de sua idade, estabelece-se uma floresta que é menos exuberante que a Mata Atlântica, com flora similar, penetração de elementos do Cerrado, poucas espécies características e grande quantidade de epífitas. Há florestas que se assemelham às dos topos de morros nas serras costeiras, em geral sobre cordões mais recentes, com muitas Myrtaceae e bromélias terrícolas.
Nos terraços marinhos é comum a ocorrência de áreas temporariamente inundadas, que suportam florestas de várzea. Entre os cordões há depressão que pode ser permanentemente úmida, sustentando florestas paludosas, com poucas espécies arbóreas adaptadas e muitas bromélias sobre o solo encharcado. Nas bacias de solo orgânico tanto se desenvolve a floresta paludosa quanto os campos monoespecíficos de taboa ou de lírio do brejo. Este conjunto de formações sobre a planície litorânea estabelece um mosaico de granulação variável, ampliando sua diversidade biológica. A fauna de mamíferos e de aves que ocorre nas florestas sobre a restinga é similar à da Mata Atlântica, indicando interações associadas às alternativas temporais e espaciais de recursos alimentícios, de abrigo e de nidificação. Estas florestas pluviais associadas ao domínio atlântico têm poucos remanescentes preservados em Unidades de Conservação, principalmente pela ocupação urbana das planícies litorâneas.
Caatinga brasileira
Caatinga
por Miguel Trefaut Urbano Rodrigues
Em plena faixa sub-equatorial, entre a Floresta Amazônica e a Floresta Atlântica, encontram-se as caatingas do Nordeste brasileiro. Elas cobrem cerca de 700 mil km2, aproximadamente 10% do território nacional. O clima é semi-árido, com temperaturas médias anuais compreendidas entre 27ºC e 29ºC e com médias pluviométricas inferiores aos 800 mm. A rigidez climática das caatingas é conferida principalmente pela irregularidade na distribuição destas chuvas no tempo e no espaço. O escoamento superficial é intenso, pois os solos são rasos e situados acima de lajedos cristalinos. Os rios são intermitentes, isto é, correm apenas durante o período de chuvas, tendo seus cursos interrompidos durante a estação seca. A paisagem típica das caatingas consiste de extensas planícies interplanálticas e intermontanas, que envolvem e interpenetram maciços residuais mais elevados. A vegetação é xerofítica, caducifoliar e aberta, bem adaptada para suportar a falta de água.
A paisagem mais comum da Caatinga é a que ela apresenta durante a seca. Apesar do aspecto seco das plantas, todas estão vivas; apenas perderam as folhas para suportar a falta de água. Mesmo durante a seca, a vida animal também é rica e diversificada. Contudo, é após as chuvas que a diversidade animal e vegetal das caatingas se torna evidente. As plantas florescem e os animais se reproduzem, deixando descendentes que já possuem adaptações para suportar o longo período de seca seguinte
por Miguel Trefaut Urbano Rodrigues
Em plena faixa sub-equatorial, entre a Floresta Amazônica e a Floresta Atlântica, encontram-se as caatingas do Nordeste brasileiro. Elas cobrem cerca de 700 mil km2, aproximadamente 10% do território nacional. O clima é semi-árido, com temperaturas médias anuais compreendidas entre 27ºC e 29ºC e com médias pluviométricas inferiores aos 800 mm. A rigidez climática das caatingas é conferida principalmente pela irregularidade na distribuição destas chuvas no tempo e no espaço. O escoamento superficial é intenso, pois os solos são rasos e situados acima de lajedos cristalinos. Os rios são intermitentes, isto é, correm apenas durante o período de chuvas, tendo seus cursos interrompidos durante a estação seca. A paisagem típica das caatingas consiste de extensas planícies interplanálticas e intermontanas, que envolvem e interpenetram maciços residuais mais elevados. A vegetação é xerofítica, caducifoliar e aberta, bem adaptada para suportar a falta de água.
A paisagem mais comum da Caatinga é a que ela apresenta durante a seca. Apesar do aspecto seco das plantas, todas estão vivas; apenas perderam as folhas para suportar a falta de água. Mesmo durante a seca, a vida animal também é rica e diversificada. Contudo, é após as chuvas que a diversidade animal e vegetal das caatingas se torna evidente. As plantas florescem e os animais se reproduzem, deixando descendentes que já possuem adaptações para suportar o longo período de seca seguinte
mata atlântica
Floresta Atlântica
por Elizabeth Höfling
A Floresta Atlântica é o segundo conjunto de matas especialmente expressivas na América do Sul, perdendo apenas para a Floresta Amazônica, a maior do planeta. Denominada de Floresta Pluvial Atlântica, está localizada na Serra do Mar, que faz parte do Domínio Florestal Tropical Atlântico. Este Domínio Florestal estende-se por uma faixa relativamente paralela à costa brasileira, desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul, e constitui-se por "mares de morros" e "chapadões florestados", com solos profundos de drenagem perene.
O clima, na região compreendida pelas florestas pluviais atlânticas, tem duas estações, definidas principalmente pelo regime de chuvas, embora seja latitudinalmente bastante variável. Enquanto no Nordeste brasileiro as temperaturas médias anuais variam em torno de 24ºC, nas regiões Sudeste e Sul as médias anuais são mais baixas e a temperatura pode ocasionalmente chegar a -6ºC.
A Serra do Mar, representada por uma cadeia de montanhas costeiras, apresenta uma série de interrupções, onde o cinturão das matas pluviais também se interrompe. A altitude média nesta cadeia de montanhas é de 800 a 900 metros, com picos emergentes com cerca de 1.400 metros e escarpas de até 2 mil metros. Nos topos das montanhas ocorrem campos de afloramentos rochosos e, excepcionalmente, acima de 1.700 metros, a floresta dá lugar a campos de altitude.
A Floresta Atlântica estende-se ao longo das montanhas e das encostas voltadas para o mar, bem como na planície costeira. Ela deve sua existência à elevada umidade atmosférica trazida pelos ventos marítimos. O vento úmido se condensa na costa, sob a forma de chuvas, ao subir para as camadas frias de maior altitude.
Além da alta pluviosidade, nos topos dos morros há condensação de água em forma de neblina. Isto ocorre até mesmo durante os meses de primavera e verão, nas horas quentes do dia.
Nem toda a costa oriental do Brasil, porém, apresenta condições climáticas idênticas e índices pluviométricos compatíveis com a existência de matas pluviais. Por esta razão, também ocorrem interrupções naturais das florestas, ao longo da Serra do Mar.
Atualmente, as florestas atlânticas brasileiras encontram-se quase completamente devastadas, restando apenas cerca de 5% de matas preservadas de sua extensão original, da época do descobrimento do Brasil. A parcela mais representativa do que restou encontra-se nas regiões Sul e Sudeste, onde o relevo de escarpas íngremes dificulta o acesso e a devastação.
A pujante Floresta Atlântica, com vegetação arbórea em torno de 30 metros e árvores que ultrapassam o dossel, atingindo 40 metros de altura, apresenta intensa vegetação arbustiva no estrato inferior. É uma floresta de grande diversidade vegetal, com muitas samambaias, inclusive as arborescentes, além de orquídeas terrestres e palmeiras, entre as quais se encontra a Euterpes edulis, com cerca de 10 metros de altura e de cujo tronco se extrai o palmito. Além dos tapetes de musgos e inúmeros fungos, a Floresta Atlântica é muito rica em lianas e epífitas, entre as quais as samambaias, orquídeas e bromélias. Estas últimas, com suas folhas dispostas em roseta, retêm sempre uma certa quantidade de água, condicionando um habitat propício ao desenvolvimento de uma fauna particular, como por exemplo a de larvas e adultos de várias espécies de artrópodes e de sapos.
De um modo geral, a fauna nesta floresta é predominantemente ombrófila, isto é, adaptada à sombra e pouco tolerante às variações de umidade, temperatura e insolação. Como conseqüência direta ou indireta da derrubada das matas, muitas espécies têm sido atingidas.
Além da fauna terrestre, a Mata Atlântica tem também uma rica fauna de peixes que habitam os pequenos riachos que permeiam as áreas florestadas. Muitos destes peixes orientam-se pela visão para localizar alimento ou parceiros reprodutivos, bem como para seus comportamentos sociais, e são incapazes de sobreviver em águas turvas ou claras, sujeitas à luminosidade intensa, quando ocorre a remoção da floresta. Além disso, a manutenção de temperaturas amenas nos riachos e no solo só é possível graças à intensa cobertura vegetal.
Além da riqueza em invertebrados, principalmente artrópodes, a Floresta Atlântica possui uma importante fauna de vertebrados. No entanto, muitas espécies ainda são desconhecidas pela ciência e correm o risco de nem serem descobertas se o processo de destruição das matas tiver prosseguimento.
Uma das principais características da fauna que vive na Floresta Atlântica, assim como em outras florestas tropicais do mundo, é o fato de ser diversificada e marcada pela presença de muitas espécies endêmicas. Várias destas espécies possuem baixas densidades populacionais, o que caracteriza um grande número de espécies raras.
A preservação das espécies endêmicas da Floresta Atlântica é extremamente preocupante, face à situação atual de devastação. Mesmo as espécies endêmicas que ainda não possuem suas populações reduzidas a um número crítico merecem atenção especial para sobreviverem. Como exemplo pode-se mencionar que há um grande número de espécies endêmicas na avifauna, que têm como centro evolutivo a Serra do Mar e que, com distribuição geográfica extremamente restrita, encontram-se em situação de vulnerabilidade. Este é o caso do pintor-verdadeiro (Tangara fastuosa), nas florestas dos Estados de Pernambuco e Alagoas.
Entre os primatas brasileiros estão relacionadas cerca de 25 espécies ameaçadas de extinção e alguns deles são endêmicos da Floresta Atlântica. Esta é, por exemplo, a situação de quatro espécies de mico-leões (Leontopithecus spp) e do muriqui (Brachyteles aracnoides), o maior dos macacos neotropicais.
As áreas mais prejudicadas da Floresta Atlântica são justamente as mais importantes do ponto de vista conservacionista. São as remanescentes das matas do sul da Bahia e do Espírito Santo, que abrigam os últimos exemplares de gêneros e espécies de plantas e animais ameaçados de extinção. Na região Sudeste, onde se desenvolveram grandes metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro em áreas outrora de Floresta Atlântica, ainda existem trechos relativamente grandes onde recentemente foram criadas áreas de proteção ambiental e transformados, inclusive, na Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. Nelas estão os últimos refúgios de um dos ecossistemas mais ricos do mundo.
por Elizabeth Höfling
A Floresta Atlântica é o segundo conjunto de matas especialmente expressivas na América do Sul, perdendo apenas para a Floresta Amazônica, a maior do planeta. Denominada de Floresta Pluvial Atlântica, está localizada na Serra do Mar, que faz parte do Domínio Florestal Tropical Atlântico. Este Domínio Florestal estende-se por uma faixa relativamente paralela à costa brasileira, desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul, e constitui-se por "mares de morros" e "chapadões florestados", com solos profundos de drenagem perene.
O clima, na região compreendida pelas florestas pluviais atlânticas, tem duas estações, definidas principalmente pelo regime de chuvas, embora seja latitudinalmente bastante variável. Enquanto no Nordeste brasileiro as temperaturas médias anuais variam em torno de 24ºC, nas regiões Sudeste e Sul as médias anuais são mais baixas e a temperatura pode ocasionalmente chegar a -6ºC.
A Serra do Mar, representada por uma cadeia de montanhas costeiras, apresenta uma série de interrupções, onde o cinturão das matas pluviais também se interrompe. A altitude média nesta cadeia de montanhas é de 800 a 900 metros, com picos emergentes com cerca de 1.400 metros e escarpas de até 2 mil metros. Nos topos das montanhas ocorrem campos de afloramentos rochosos e, excepcionalmente, acima de 1.700 metros, a floresta dá lugar a campos de altitude.
A Floresta Atlântica estende-se ao longo das montanhas e das encostas voltadas para o mar, bem como na planície costeira. Ela deve sua existência à elevada umidade atmosférica trazida pelos ventos marítimos. O vento úmido se condensa na costa, sob a forma de chuvas, ao subir para as camadas frias de maior altitude.
Além da alta pluviosidade, nos topos dos morros há condensação de água em forma de neblina. Isto ocorre até mesmo durante os meses de primavera e verão, nas horas quentes do dia.
Nem toda a costa oriental do Brasil, porém, apresenta condições climáticas idênticas e índices pluviométricos compatíveis com a existência de matas pluviais. Por esta razão, também ocorrem interrupções naturais das florestas, ao longo da Serra do Mar.
Atualmente, as florestas atlânticas brasileiras encontram-se quase completamente devastadas, restando apenas cerca de 5% de matas preservadas de sua extensão original, da época do descobrimento do Brasil. A parcela mais representativa do que restou encontra-se nas regiões Sul e Sudeste, onde o relevo de escarpas íngremes dificulta o acesso e a devastação.
A pujante Floresta Atlântica, com vegetação arbórea em torno de 30 metros e árvores que ultrapassam o dossel, atingindo 40 metros de altura, apresenta intensa vegetação arbustiva no estrato inferior. É uma floresta de grande diversidade vegetal, com muitas samambaias, inclusive as arborescentes, além de orquídeas terrestres e palmeiras, entre as quais se encontra a Euterpes edulis, com cerca de 10 metros de altura e de cujo tronco se extrai o palmito. Além dos tapetes de musgos e inúmeros fungos, a Floresta Atlântica é muito rica em lianas e epífitas, entre as quais as samambaias, orquídeas e bromélias. Estas últimas, com suas folhas dispostas em roseta, retêm sempre uma certa quantidade de água, condicionando um habitat propício ao desenvolvimento de uma fauna particular, como por exemplo a de larvas e adultos de várias espécies de artrópodes e de sapos.
De um modo geral, a fauna nesta floresta é predominantemente ombrófila, isto é, adaptada à sombra e pouco tolerante às variações de umidade, temperatura e insolação. Como conseqüência direta ou indireta da derrubada das matas, muitas espécies têm sido atingidas.
Além da fauna terrestre, a Mata Atlântica tem também uma rica fauna de peixes que habitam os pequenos riachos que permeiam as áreas florestadas. Muitos destes peixes orientam-se pela visão para localizar alimento ou parceiros reprodutivos, bem como para seus comportamentos sociais, e são incapazes de sobreviver em águas turvas ou claras, sujeitas à luminosidade intensa, quando ocorre a remoção da floresta. Além disso, a manutenção de temperaturas amenas nos riachos e no solo só é possível graças à intensa cobertura vegetal.
Além da riqueza em invertebrados, principalmente artrópodes, a Floresta Atlântica possui uma importante fauna de vertebrados. No entanto, muitas espécies ainda são desconhecidas pela ciência e correm o risco de nem serem descobertas se o processo de destruição das matas tiver prosseguimento.
Uma das principais características da fauna que vive na Floresta Atlântica, assim como em outras florestas tropicais do mundo, é o fato de ser diversificada e marcada pela presença de muitas espécies endêmicas. Várias destas espécies possuem baixas densidades populacionais, o que caracteriza um grande número de espécies raras.
A preservação das espécies endêmicas da Floresta Atlântica é extremamente preocupante, face à situação atual de devastação. Mesmo as espécies endêmicas que ainda não possuem suas populações reduzidas a um número crítico merecem atenção especial para sobreviverem. Como exemplo pode-se mencionar que há um grande número de espécies endêmicas na avifauna, que têm como centro evolutivo a Serra do Mar e que, com distribuição geográfica extremamente restrita, encontram-se em situação de vulnerabilidade. Este é o caso do pintor-verdadeiro (Tangara fastuosa), nas florestas dos Estados de Pernambuco e Alagoas.
Entre os primatas brasileiros estão relacionadas cerca de 25 espécies ameaçadas de extinção e alguns deles são endêmicos da Floresta Atlântica. Esta é, por exemplo, a situação de quatro espécies de mico-leões (Leontopithecus spp) e do muriqui (Brachyteles aracnoides), o maior dos macacos neotropicais.
As áreas mais prejudicadas da Floresta Atlântica são justamente as mais importantes do ponto de vista conservacionista. São as remanescentes das matas do sul da Bahia e do Espírito Santo, que abrigam os últimos exemplares de gêneros e espécies de plantas e animais ameaçados de extinção. Na região Sudeste, onde se desenvolveram grandes metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro em áreas outrora de Floresta Atlântica, ainda existem trechos relativamente grandes onde recentemente foram criadas áreas de proteção ambiental e transformados, inclusive, na Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. Nelas estão os últimos refúgios de um dos ecossistemas mais ricos do mundo.
Cavernas brasileiras
Cavernas Brasileiras
por Clayton Ferreira Lino
Espeleotemas
Fauna
Províncias espeleológicas
O Brasil abriga algumas das maiores e mais belas cavernas conhecidas em todo o mundo. Mais de 2 mil cavidades já foram cadastradas pela Sociedade Brasileira de Espeleologia, organismo não-governamental que congrega os grupos dedicados à pesquisa, exploração e proteção das grutas e abismos no País.
Com o estudo mais detalhado das Províncias Espeleológicas Brasileiras, onde se concentram calcários, arenitos, quartzitos e outras rochas propícias à formação de cavernas, o número destas pode atingir algumas dezenas de milhares.
Os ambientes subterrâneos, geralmente caracterizados pela ausência de luz, pequena variação de temperatura e umidade e pela falta de vegetação clorofilada, abrigam ecossistemas muito peculiares e frágeis. Neles se desenvolve uma diversificada fauna cavernícola que inclui animais altamente especializados, como peixes cegos e albinos e várias outras espécies restritas a esses ambientes. Morcegos e vários outros animais encontrados no meio externo também utilizam as cavernas como abrigo em diferentes períodos de seu ciclo de vida.
As cavernas brasileiras também conservam ossadas e vestígios fósseis de uma rica fauna extinta, especialmente dos grandes mamíferos (Megatérios, Toxodontes, Gliptodontes e outros) do período Pleistocênico (10 mil a 1 milhão de anos atrás).
Da mesma forma, pinturas rupestres, sepultamentos, restos de fogueira e outros testemunhos de antigos povos são freqüentes em nossas grutas, reconhecidas como importantes sítios arqueológicos de interesse mundial.
A amplidão das entradas de muitas cavernas, associadas ao ambiente de penumbra e silêncio, a riqueza de suas ornamentações e a fé do povo brasileiro transformaram muitas de nossas cavernas em importantes templos religiosos, visitadas por milhares de peregrinos todos os anos. As Grutas de Bom Jesus da Lapa, Mangabeira e Brejões, na Bahia, e a Lapa da Terra Ronca, em Goiás, são alguns exemplos dessa prática, sediando grandes festas religiosas.
Nas últimas décadas, também o turismo vem descobrindo a beleza e a aventura proporcionada pelas cavernas brasileiras. Grandes entradas e salões internos, lagos e cachoeiras subterrâneas e a extraordinária beleza dos espeleotemas, como as estalactites, colunas, flores de pedra e vários outros tipos de ornamentação, podem ser apreciados em mais de 50 cavernas turísticas espalhadas pelo País.
Entre elas destacam-se, em São Paulo, a Caverna de Santana, a Caverna do Diabo e várias outras situadas na região do Vale do Ribeira, especialmente as abrigadas pelos Parques Estaduais do Alto Ribeira (Petar), Jacupiranga e Intervales. Em Minas Gerais, destacam-se as grutas de Maquiné, Lapinha e Rei do Mato, preparadas para o turismo de massa, e as grutas de visitação controlada do magnífico Vale do Rio Peruaçu; no Ceará, é famosa a Gruta de Ubajara; no Paraná, as Furnas de Vila Velha, com mais de 100 metros de profundidade; no Mato Grosso do Sul, a extraordinária Gruta do Lago Azul; na Bahia, diversas e belas cavernas na Chapada Diamantina.
Várias cavernas brasileiras destacam-se no cenário internacional por suas dimensões e por sua raridade. É o caso da Toca da Boa Vista, na Bahia, que com 65,5 quilômetros de desenvolvimento é a maior gruta da América do Sul e a 19ª do mundo. A mais alta entrada de cavernas também está no Brasil, na Gruta Casa de Pedra, em São Paulo, com 215 metros de altura. Em Minas Gerais estão, simultaneamente, a maior gruta (caverna horizontal) e o segundo mais profundo abismo (caverna vertical) em quartzito do planeta, respectivamente a Gruta das Bromélias, com 2.560 metros, e a caverna do Centenário, com 360 metros de desnível. O Brasil possui, ainda, a maior caverna conhecida em micaxisto, a Gruta dos Ecos, no Distrito Federal, com 1.380 metros de desenvolvimento e um magnífico lago subterrâneo que chega a atingir 300 metros de comprimento.
A presença de gigantescos salões subterrâneos, cachoeiras com mais de 20 metros de queda, lagos com mais de 120 metros de profundidade e enormes espeleotemas, como a estalactite de 28 metros da Gruta de Janelão, em Minas Gerais, considerada a maior do mundo, aliada ao grande potencial de descoberta de novas cavidades, também contribuíram para transformar o Brasil em um dos países mais procurados por expedições espeleológicas internacionais.
O importante patrimônio natural, cultural, científico e turístico representado pelas cavernas brasileiras está hoje protegido pela mais abrangente legislação sobre o assunto. No Brasil, por força da Constituição de 1988, todas as cavernas passaram a ser propriedade da União, e ampla legislação federal, estadual e municipal protege essas cavidades no território nacional, revertendo um quadro de destruição das mesmas por vandalismo, mineração e obras irregulares. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) é o órgão responsável pela proteção e manejo das cavernas e grande parte delas está preservada em parques e em outras áreas protegidas.
por Clayton Ferreira Lino
Espeleotemas
Fauna
Províncias espeleológicas
O Brasil abriga algumas das maiores e mais belas cavernas conhecidas em todo o mundo. Mais de 2 mil cavidades já foram cadastradas pela Sociedade Brasileira de Espeleologia, organismo não-governamental que congrega os grupos dedicados à pesquisa, exploração e proteção das grutas e abismos no País.
Com o estudo mais detalhado das Províncias Espeleológicas Brasileiras, onde se concentram calcários, arenitos, quartzitos e outras rochas propícias à formação de cavernas, o número destas pode atingir algumas dezenas de milhares.
Os ambientes subterrâneos, geralmente caracterizados pela ausência de luz, pequena variação de temperatura e umidade e pela falta de vegetação clorofilada, abrigam ecossistemas muito peculiares e frágeis. Neles se desenvolve uma diversificada fauna cavernícola que inclui animais altamente especializados, como peixes cegos e albinos e várias outras espécies restritas a esses ambientes. Morcegos e vários outros animais encontrados no meio externo também utilizam as cavernas como abrigo em diferentes períodos de seu ciclo de vida.
As cavernas brasileiras também conservam ossadas e vestígios fósseis de uma rica fauna extinta, especialmente dos grandes mamíferos (Megatérios, Toxodontes, Gliptodontes e outros) do período Pleistocênico (10 mil a 1 milhão de anos atrás).
Da mesma forma, pinturas rupestres, sepultamentos, restos de fogueira e outros testemunhos de antigos povos são freqüentes em nossas grutas, reconhecidas como importantes sítios arqueológicos de interesse mundial.
A amplidão das entradas de muitas cavernas, associadas ao ambiente de penumbra e silêncio, a riqueza de suas ornamentações e a fé do povo brasileiro transformaram muitas de nossas cavernas em importantes templos religiosos, visitadas por milhares de peregrinos todos os anos. As Grutas de Bom Jesus da Lapa, Mangabeira e Brejões, na Bahia, e a Lapa da Terra Ronca, em Goiás, são alguns exemplos dessa prática, sediando grandes festas religiosas.
Nas últimas décadas, também o turismo vem descobrindo a beleza e a aventura proporcionada pelas cavernas brasileiras. Grandes entradas e salões internos, lagos e cachoeiras subterrâneas e a extraordinária beleza dos espeleotemas, como as estalactites, colunas, flores de pedra e vários outros tipos de ornamentação, podem ser apreciados em mais de 50 cavernas turísticas espalhadas pelo País.
Entre elas destacam-se, em São Paulo, a Caverna de Santana, a Caverna do Diabo e várias outras situadas na região do Vale do Ribeira, especialmente as abrigadas pelos Parques Estaduais do Alto Ribeira (Petar), Jacupiranga e Intervales. Em Minas Gerais, destacam-se as grutas de Maquiné, Lapinha e Rei do Mato, preparadas para o turismo de massa, e as grutas de visitação controlada do magnífico Vale do Rio Peruaçu; no Ceará, é famosa a Gruta de Ubajara; no Paraná, as Furnas de Vila Velha, com mais de 100 metros de profundidade; no Mato Grosso do Sul, a extraordinária Gruta do Lago Azul; na Bahia, diversas e belas cavernas na Chapada Diamantina.
Várias cavernas brasileiras destacam-se no cenário internacional por suas dimensões e por sua raridade. É o caso da Toca da Boa Vista, na Bahia, que com 65,5 quilômetros de desenvolvimento é a maior gruta da América do Sul e a 19ª do mundo. A mais alta entrada de cavernas também está no Brasil, na Gruta Casa de Pedra, em São Paulo, com 215 metros de altura. Em Minas Gerais estão, simultaneamente, a maior gruta (caverna horizontal) e o segundo mais profundo abismo (caverna vertical) em quartzito do planeta, respectivamente a Gruta das Bromélias, com 2.560 metros, e a caverna do Centenário, com 360 metros de desnível. O Brasil possui, ainda, a maior caverna conhecida em micaxisto, a Gruta dos Ecos, no Distrito Federal, com 1.380 metros de desenvolvimento e um magnífico lago subterrâneo que chega a atingir 300 metros de comprimento.
A presença de gigantescos salões subterrâneos, cachoeiras com mais de 20 metros de queda, lagos com mais de 120 metros de profundidade e enormes espeleotemas, como a estalactite de 28 metros da Gruta de Janelão, em Minas Gerais, considerada a maior do mundo, aliada ao grande potencial de descoberta de novas cavidades, também contribuíram para transformar o Brasil em um dos países mais procurados por expedições espeleológicas internacionais.
O importante patrimônio natural, cultural, científico e turístico representado pelas cavernas brasileiras está hoje protegido pela mais abrangente legislação sobre o assunto. No Brasil, por força da Constituição de 1988, todas as cavernas passaram a ser propriedade da União, e ampla legislação federal, estadual e municipal protege essas cavidades no território nacional, revertendo um quadro de destruição das mesmas por vandalismo, mineração e obras irregulares. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) é o órgão responsável pela proteção e manejo das cavernas e grande parte delas está preservada em parques e em outras áreas protegidas.
ecossistema manguezal
A costa sergipana, que se insere na costa brasileira apresentam, uma superfície de cerca de 20 mil km2, desde o Cabo Orange, no Amapá, até o município de Laguna, em Santa Catarina, uma estreita faixa de floresta chamada manguezal ou mangue. Este é composto por um pequeno número de espécies de árvores e desenvolve-se principalmente nos estuários e na foz dos rios, onde há água salobra e local semi-abrigado da ação das ondas, mas aberto para receber a água do mar. Trata-se de ambiente com bom abastecimento de nutrientes, onde, sob os solos lodosos, há uma textura de raízes e material vegetal parcialmente decomposto, chamado turfa. Nos estuários, os fundos lodosos são atravessados por canais de marés (gamboas), utilizados pela fauna para os seus deslocamentos entre o mar, os rios e o manguezal.
O Brasil tem uma das maiores extensões de manguezais do mundo. Menosprezado no passado, pois a presença do mangue estava intimamente associada à febre amarela e à malária, enfermidades já controladas, a palavra mangue, infelizmente, adquiriu o sentido de desordem, sujeira ou local suspeito. O manguezal foi durante muito tempo considerado um ambiente inóspito pela presença constante de borrachudos, mosquitos pólvora e mutucas. As florestas escuras, barrentas, sem atrativos estéticos e infectadas por insetos molestantes fez com que, até meados da década de 70, se pensasse que o progresso do litoral marinho fosse equivalente a praias limpas, aterros saneados, portos confinados por concreto e experimentos de cultivo para aproveitar os terrenos dos velhos manguezais. Embora seja grande a importância econômica e social do manguezal, este enfoque foi em parte responsável pela construção de portos, balneários e rodovias costeiras em suas áreas, diminuindo a extensão dos mangues.
Ao contrário de outras florestas, os manguezais não são ricos em espécies, porém destacam-se pela grande abundância das populações que neles vivem. Por isso podem ser considerados um dos mais produtivos ambientes naturais do Brasil.
Somente três árvores constituem as florestas de mangue: o mangue vermelho ou bravo, o mangue branco e o mangue seriba ou seriuba. Vivem na zona das marés, apresentando uma série de adaptações: raízes respiratórias (que abastecem com oxigênio as outras raízes enterradas e diminuem o impacto das ondas da maré), capacidade de ultrafiltragem da água salobra e desenvolvimento das plântulas na planta materna, para serem posteriormente dispersas pela água do mar. A flora do manguezal pode ser acrescida de poucas espécies, como a samambaia do mangue, a gramínea Spartina, a bromélia Tillandsia usneoides, o líquen Usnea barbata (as duas últimas conhecidas como barba de velho e muito semelhantes entre si) e o hibisco.
No Norte do País, as espessas florestas de mangue apresentam árvores que podem atingir 20 metros de altura. Na região Nordeste há um tipo de manguezal conhecido como "mangue seco", com árvores de pequeno porte em um substrato de alta salinidade. Já no Sudoeste brasileiro, apresenta aspecto de bosque de arbustos.
O chão escuro do mangue é coberto por água na preamar. Ricas comunidades de algas crescem sobre as raízes aéreas das árvores, na faixa coberta pela maré, e, entre elas, encontram-se algas vermelhas, verdes e azuis. Os troncos permanentemente expostos e as copas das árvores são pobres em plantas epífitas. Bactérias e fungos decompõem as folhas do manguezal e a cadeia alimentar é baseada no uso dos detritos resultantes desta decomposição.
Quanto à fauna, destacam-se várias espécies de caranguejos, formando enormes populações nos fundos lodosos. As ostras, mexilhões, berbigões e cracas se alimentam filtrando da água os pequenos fragmentos de detritos vegetais, ricos em bactérias. Há também espécies de moluscos que perfuram a madeira dos troncos de árvores, construindo ali os seus tubos calcários e se alimentando de microorganismos que decompõem a lignina dos troncos, auxiliando a renovação natural do ecossistema através da queda de árvores velhas, muito perfuradas.
Os camarões também entram nos mangues durante a maré alta para se alimentar. Muitas das espécies de peixes do litoral brasileiro dependem das fontes alimentares do manguezal, pelo menos na fase jovem. Entre eles estão bagres, robalos, manjubas e tainhas. A riqueza de peixes atrai predadores, como algumas espécies de tubarões, cações e até golfinhos. O jacaré de papo amarelo e o sapo Bufo marinus podem, ocasionalmente, ser encontrados.
Aves típicas são poucas, devido à pequena diversidade florística; entretanto, algumas espécies usam as árvores do mangue como pontos de observação, de repouso e de nidificação. Estas aves se alimentam de peixes, crustáceos e moluscos, especialmente na maré baixa, quando os fundos lodosos estão expostos. Entre os mamíferos, o coati é especialista em alimentar-se de caranguejos. A lontra, hábil pescadora, é freqüente, assim como o guaxinim.
Os manguezais, usados pelos homens dos sambaquis há mais de 7 mil anos e, a partir de então, pelas populações que os sucederam, fornecem uma rica alimentação protéica para a população litorânea brasileira. A pesca artesanal de peixes, camarões, caranguejos e moluscos é para os moradores do litoral a principal fonte de subsistência.
Embora protegido por lei, o manguezal ainda sofre com a destruição gratuita, poluição doméstica e química das águas, derramamentos de petróleo e aterros mal planejados.
O Brasil tem uma das maiores extensões de manguezais do mundo. Menosprezado no passado, pois a presença do mangue estava intimamente associada à febre amarela e à malária, enfermidades já controladas, a palavra mangue, infelizmente, adquiriu o sentido de desordem, sujeira ou local suspeito. O manguezal foi durante muito tempo considerado um ambiente inóspito pela presença constante de borrachudos, mosquitos pólvora e mutucas. As florestas escuras, barrentas, sem atrativos estéticos e infectadas por insetos molestantes fez com que, até meados da década de 70, se pensasse que o progresso do litoral marinho fosse equivalente a praias limpas, aterros saneados, portos confinados por concreto e experimentos de cultivo para aproveitar os terrenos dos velhos manguezais. Embora seja grande a importância econômica e social do manguezal, este enfoque foi em parte responsável pela construção de portos, balneários e rodovias costeiras em suas áreas, diminuindo a extensão dos mangues.
Ao contrário de outras florestas, os manguezais não são ricos em espécies, porém destacam-se pela grande abundância das populações que neles vivem. Por isso podem ser considerados um dos mais produtivos ambientes naturais do Brasil.
Somente três árvores constituem as florestas de mangue: o mangue vermelho ou bravo, o mangue branco e o mangue seriba ou seriuba. Vivem na zona das marés, apresentando uma série de adaptações: raízes respiratórias (que abastecem com oxigênio as outras raízes enterradas e diminuem o impacto das ondas da maré), capacidade de ultrafiltragem da água salobra e desenvolvimento das plântulas na planta materna, para serem posteriormente dispersas pela água do mar. A flora do manguezal pode ser acrescida de poucas espécies, como a samambaia do mangue, a gramínea Spartina, a bromélia Tillandsia usneoides, o líquen Usnea barbata (as duas últimas conhecidas como barba de velho e muito semelhantes entre si) e o hibisco.
No Norte do País, as espessas florestas de mangue apresentam árvores que podem atingir 20 metros de altura. Na região Nordeste há um tipo de manguezal conhecido como "mangue seco", com árvores de pequeno porte em um substrato de alta salinidade. Já no Sudoeste brasileiro, apresenta aspecto de bosque de arbustos.
O chão escuro do mangue é coberto por água na preamar. Ricas comunidades de algas crescem sobre as raízes aéreas das árvores, na faixa coberta pela maré, e, entre elas, encontram-se algas vermelhas, verdes e azuis. Os troncos permanentemente expostos e as copas das árvores são pobres em plantas epífitas. Bactérias e fungos decompõem as folhas do manguezal e a cadeia alimentar é baseada no uso dos detritos resultantes desta decomposição.
Quanto à fauna, destacam-se várias espécies de caranguejos, formando enormes populações nos fundos lodosos. As ostras, mexilhões, berbigões e cracas se alimentam filtrando da água os pequenos fragmentos de detritos vegetais, ricos em bactérias. Há também espécies de moluscos que perfuram a madeira dos troncos de árvores, construindo ali os seus tubos calcários e se alimentando de microorganismos que decompõem a lignina dos troncos, auxiliando a renovação natural do ecossistema através da queda de árvores velhas, muito perfuradas.
Os camarões também entram nos mangues durante a maré alta para se alimentar. Muitas das espécies de peixes do litoral brasileiro dependem das fontes alimentares do manguezal, pelo menos na fase jovem. Entre eles estão bagres, robalos, manjubas e tainhas. A riqueza de peixes atrai predadores, como algumas espécies de tubarões, cações e até golfinhos. O jacaré de papo amarelo e o sapo Bufo marinus podem, ocasionalmente, ser encontrados.
Aves típicas são poucas, devido à pequena diversidade florística; entretanto, algumas espécies usam as árvores do mangue como pontos de observação, de repouso e de nidificação. Estas aves se alimentam de peixes, crustáceos e moluscos, especialmente na maré baixa, quando os fundos lodosos estão expostos. Entre os mamíferos, o coati é especialista em alimentar-se de caranguejos. A lontra, hábil pescadora, é freqüente, assim como o guaxinim.
Os manguezais, usados pelos homens dos sambaquis há mais de 7 mil anos e, a partir de então, pelas populações que os sucederam, fornecem uma rica alimentação protéica para a população litorânea brasileira. A pesca artesanal de peixes, camarões, caranguejos e moluscos é para os moradores do litoral a principal fonte de subsistência.
Embora protegido por lei, o manguezal ainda sofre com a destruição gratuita, poluição doméstica e química das águas, derramamentos de petróleo e aterros mal planejados.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Encontro Popuar de Meio Ambiente
MOVIMENTO POPULAR ECOLÓGICO DE SERGIPE MOPEC
Mopec_se@Yahoo.com.br
Fone celular: 9812-5366
Nome do Projeto:
ENCONTRO POPULAR ECOLÓGICO DE SERGIPE
Data: 5 e 6 DE JUNHO DE 2009
INTRODUÇÃO
Os estudos sócios ambientais e as iniciativas de grupos em torno dos conflitos socioeconômicos que afetam a natureza e o estabelecimento de ações pro - ativas com a cobrança de políticas públicas, e práticas mais sustentáveis, tiveram nas últimas décadas um incremento significativo no que se refere à conscientização global e local para a mitigação dos problemas.
Para se inserir nessa luta, já no início dos anos 90, foi organizada por um grupo de atores sociais a proposta de realização do 1º seminário sobre o tema Meio Ambiente e Organização Popular, dentro da Realidade de Sergipe, que redundou na criação do Movimento Popular Ecológico de Sergipe, que este ano ao completar seus vinte anos, realiza o seu encontro estadual, com o objetivo de debater o processo de crise ambiental que vem se acentuando ultimamente, a partir do fenômeno das mudanças climáticas, e com isso oportunizar aos participantes, a busca de soluções locais e participativas, na perspectiva de reverter esse cenário de degradação ambiental, que assistimos no atual modelo social e moral que vivemos. Na reflexão, será brevemente abordada, a trajetória de como a sociedade moderna forjou os pressupostos da crise, que hoje enfrentamos, e trabalhadas algumas propostas de políticas públicas que viabilizem um desenvolvimento sustentado, onde se valorizem as práticas sociais de redução dos impactos negativos para o clima, os recursos hídricos, a biodiversidade, a qualidade de vida e no meio ambiente como um todo.
Enfim, conclui-se que só haverá possibilidade de mudança real e palpável, da atual crise ambiental a partir de uma transformação profunda no pensar e no agir da Comunidade, substituindo o ter pelo ser em sua ordem de prioridade.
Justificativa: Quando se trabalha com meio ambiente nos deparamos com diferentes grupos sociais que na sua grande maioria não utilizam as formas corretas de como lidar com os parcos recursos naturais ainda restantes. E por conta disso realizam modificação parcial ou por completo na realidade da composição dos recursos naturais, ao longo dos tempos. Geralmente isso ocorre por falta dos conhecimentos e orientações adequadas para trabalhar com o meio ambiente.
Pensando na formação de novos atores sociais o MOPEC quando da celebração dos seus vinte anos, realiza o seu Encontro Popular de Meio Ambiente de Sergipe, como forma de mobilização socio-educativa, pois sem meio ambiente sadio e com qualidade ambiental, não haverá vida normal.
Objetivos:
Criar um momento de construção coletiva de uma proposta que possa contribuir na reflexão sobre os problemas ambientais sergipanos e como buscar os meios de mitigação dos conflitos socioeconômicos que degradam o Meio Ambiente
Recursos Pedagógicos:
Slides em Power Point, exposição oral, Palestra, Painéis e Trabalhos.
Depoimentos, filmes e material fotográfico.
Recursos materiais necessários
Espaço do evento
Local de hospedagem
02 Ônibus e 01Van para o interior
02 ônibus e 01 Van para Aracaju
180 camisas
5000 panfletos
50 troféus
01 produção de logomarca
10 faixas de 5 metros
04 banes
10 folhas de papel chumbo
10 lápis piloto
20 cartolinas
500 bolas bexiga
Um bolo de aniversário
01 faixa bane para a mesa do evento
01 carro do som
02 passagens aéreas
01 Power Point e operador
01 filmagem e fotografia do evento
01 resma de papel
180 lanches diários
180 canetas
180 pastas
180 borrões
Publico alvo
200 pessoas dos diversos municípios sergipanos
90 de Aracaju
10 de Porto da Folha
05 de Nossa Senhora da Glória
20 de Capela
10 de Siriri
25 de Rosário do Catete
10 de São Cristóvão
10 de Nossa Senhora do Socorro
05 da Barra dos Coqueiros
05 estudantes universitários
10 convidados
P R O G R A M A Ç Ã O:
DIA 5
· PELA MANHÃ
· ATO PÚBLICO:
· Caminhada Ecológica e abraço ecológico ao manguezal da13 de Julho, Saudando o dia mundial do Meio ambiente – 08:00h
Metodologia:
Recursos Pedagógicos:
Slides em Power Point, exposição oral, Palestra, Painéis Depoimentos, Filmes,. Material Fotográfico, Grupo de T0rabalho, Debate, Painéis animação Cultural e Assembléia.
MESA SOLENE DE ABERTURA DO ENCONTRO ESTADUAL – 1400h
MOPEC-CMP, CEMARH e SECRETARIA. DE ESTADO DA SAÚDE
MESA 1
A conjuntura atual, cenários e perspectivas para a política estadual de meio ambiente – 15:00h;
· Secretário de Estado do Meio Ambiente – MARCIO MACEDO
· Mesa 2
· Saúde e Meio Ambiente: Secretário ROGERIO CARVALHO 1600h
· MESA 3
· Sustentabilidade Ambiental e Participação Social – 1700h;
·
· Oficina ( Participação Social e Meio Ambiente
Apresentação de trabalhos: 1800h
Dia 6:
ASSEMBLÉIA GERAL DO MOPEC – 0830h;
Histórico de 20 anos do MOPEC;
Reforma dos estatutos;
Aprovação de novas filiações;
Aprovação do plano de lutas e ação;
Eleição da nova coordenação estadual;
Escolha dos nomes candidatos para o premio SEBOSÃO destinado aos poluidores e destruidores ambientais
Escolha de lista para o prêmio defensor do meio ambiente;
ENCERRAMENTO
Comissão Organizadora
LIZALDO VIEIRA DOS SANTOS
PAULO SERGIO CONCEIÇÃO
DANIELLE SOUZA
MARILENE
PATRICIA VIEIRA
DEYVID SOUSA
FERNANDO GRAMOSA
JAMISSON ALVES DE CARVALHO
Mopec_se@Yahoo.com.br
Fone celular: 9812-5366
Nome do Projeto:
ENCONTRO POPULAR ECOLÓGICO DE SERGIPE
Data: 5 e 6 DE JUNHO DE 2009
INTRODUÇÃO
Os estudos sócios ambientais e as iniciativas de grupos em torno dos conflitos socioeconômicos que afetam a natureza e o estabelecimento de ações pro - ativas com a cobrança de políticas públicas, e práticas mais sustentáveis, tiveram nas últimas décadas um incremento significativo no que se refere à conscientização global e local para a mitigação dos problemas.
Para se inserir nessa luta, já no início dos anos 90, foi organizada por um grupo de atores sociais a proposta de realização do 1º seminário sobre o tema Meio Ambiente e Organização Popular, dentro da Realidade de Sergipe, que redundou na criação do Movimento Popular Ecológico de Sergipe, que este ano ao completar seus vinte anos, realiza o seu encontro estadual, com o objetivo de debater o processo de crise ambiental que vem se acentuando ultimamente, a partir do fenômeno das mudanças climáticas, e com isso oportunizar aos participantes, a busca de soluções locais e participativas, na perspectiva de reverter esse cenário de degradação ambiental, que assistimos no atual modelo social e moral que vivemos. Na reflexão, será brevemente abordada, a trajetória de como a sociedade moderna forjou os pressupostos da crise, que hoje enfrentamos, e trabalhadas algumas propostas de políticas públicas que viabilizem um desenvolvimento sustentado, onde se valorizem as práticas sociais de redução dos impactos negativos para o clima, os recursos hídricos, a biodiversidade, a qualidade de vida e no meio ambiente como um todo.
Enfim, conclui-se que só haverá possibilidade de mudança real e palpável, da atual crise ambiental a partir de uma transformação profunda no pensar e no agir da Comunidade, substituindo o ter pelo ser em sua ordem de prioridade.
Justificativa: Quando se trabalha com meio ambiente nos deparamos com diferentes grupos sociais que na sua grande maioria não utilizam as formas corretas de como lidar com os parcos recursos naturais ainda restantes. E por conta disso realizam modificação parcial ou por completo na realidade da composição dos recursos naturais, ao longo dos tempos. Geralmente isso ocorre por falta dos conhecimentos e orientações adequadas para trabalhar com o meio ambiente.
Pensando na formação de novos atores sociais o MOPEC quando da celebração dos seus vinte anos, realiza o seu Encontro Popular de Meio Ambiente de Sergipe, como forma de mobilização socio-educativa, pois sem meio ambiente sadio e com qualidade ambiental, não haverá vida normal.
Objetivos:
Criar um momento de construção coletiva de uma proposta que possa contribuir na reflexão sobre os problemas ambientais sergipanos e como buscar os meios de mitigação dos conflitos socioeconômicos que degradam o Meio Ambiente
Recursos Pedagógicos:
Slides em Power Point, exposição oral, Palestra, Painéis e Trabalhos.
Depoimentos, filmes e material fotográfico.
Recursos materiais necessários
Espaço do evento
Local de hospedagem
02 Ônibus e 01Van para o interior
02 ônibus e 01 Van para Aracaju
180 camisas
5000 panfletos
50 troféus
01 produção de logomarca
10 faixas de 5 metros
04 banes
10 folhas de papel chumbo
10 lápis piloto
20 cartolinas
500 bolas bexiga
Um bolo de aniversário
01 faixa bane para a mesa do evento
01 carro do som
02 passagens aéreas
01 Power Point e operador
01 filmagem e fotografia do evento
01 resma de papel
180 lanches diários
180 canetas
180 pastas
180 borrões
Publico alvo
200 pessoas dos diversos municípios sergipanos
90 de Aracaju
10 de Porto da Folha
05 de Nossa Senhora da Glória
20 de Capela
10 de Siriri
25 de Rosário do Catete
10 de São Cristóvão
10 de Nossa Senhora do Socorro
05 da Barra dos Coqueiros
05 estudantes universitários
10 convidados
P R O G R A M A Ç Ã O:
DIA 5
· PELA MANHÃ
· ATO PÚBLICO:
· Caminhada Ecológica e abraço ecológico ao manguezal da13 de Julho, Saudando o dia mundial do Meio ambiente – 08:00h
Metodologia:
Recursos Pedagógicos:
Slides em Power Point, exposição oral, Palestra, Painéis Depoimentos, Filmes,. Material Fotográfico, Grupo de T0rabalho, Debate, Painéis animação Cultural e Assembléia.
MESA SOLENE DE ABERTURA DO ENCONTRO ESTADUAL – 1400h
MOPEC-CMP, CEMARH e SECRETARIA. DE ESTADO DA SAÚDE
MESA 1
A conjuntura atual, cenários e perspectivas para a política estadual de meio ambiente – 15:00h;
· Secretário de Estado do Meio Ambiente – MARCIO MACEDO
· Mesa 2
· Saúde e Meio Ambiente: Secretário ROGERIO CARVALHO 1600h
· MESA 3
· Sustentabilidade Ambiental e Participação Social – 1700h;
·
· Oficina ( Participação Social e Meio Ambiente
Apresentação de trabalhos: 1800h
Dia 6:
ASSEMBLÉIA GERAL DO MOPEC – 0830h;
Histórico de 20 anos do MOPEC;
Reforma dos estatutos;
Aprovação de novas filiações;
Aprovação do plano de lutas e ação;
Eleição da nova coordenação estadual;
Escolha dos nomes candidatos para o premio SEBOSÃO destinado aos poluidores e destruidores ambientais
Escolha de lista para o prêmio defensor do meio ambiente;
ENCERRAMENTO
Comissão Organizadora
LIZALDO VIEIRA DOS SANTOS
PAULO SERGIO CONCEIÇÃO
DANIELLE SOUZA
MARILENE
PATRICIA VIEIRA
DEYVID SOUSA
FERNANDO GRAMOSA
JAMISSON ALVES DE CARVALHO
Assinar:
Postagens (Atom)