sábado, 13 de junho de 2009

Justiça Federal coloca ordem na zona de expansão

Decisão da Justiça Federal sobre a zona de expansão

A Justiça Federal, após analisar a ação do MPF, vários órgãos a adotarem medidas que solucionem os problemas de saneamento e esgotamento sanitário da Zona de Expansão. A determinação da Justiça Federal:

1) à ADEMA: que se abstenha de conceder licenciamentos ambientais relativos à Zona de Expansão de Aracaju até a audiência pública a ser realizada.
2) à DESO: que inicie imediatamente os estudos para viabilizar a implantação de uma rede adequada de esgotamento sanitário para a Zona de Expansão de Aracaju, devendo apresentar na audiência pública um cronograma das etapas necessárias para a sua conclusão;
3) à EMURB e ao Município de Aracaju: que apresentem na audiência pública um cronograma para a execução do Projeto de Macrodrenagem para a Área I da Zona de Expansão de Aracaju já existente, conforme informado nos autos e um cronograma para a elaboração do projeto e sua execução em relação à Área II, bem assim que não expeçam habite-se, alvarás de construção, termo de verificação
ou outros atos administrativos para uso e ocupação do solo até a audiência pública a ser realizada;
4) à CEF e à União que não inaugurem nenhum empreendimento na região, até a realização da audiência pública; deixo de proibir, por ora, o financiamento de novos empreendimentos, podendo ser reavaliada tal permissão logo após a realização da audiência pública caso sejam os resultados insatisfatórios, a critério desde juízo.
5) à EMURB: que apresente, no prazo de 10 (dez) dias, informações sobre as medidas emergenciais e paliativas que já foram, estão sendo ou serão adotadas para solucionar a situação de alagamento da Zona de Expansão de Aracaju, em especial na região dos Condomínios Brisa Mar, Beira Mar, Costa do Sol, Aquarius, Costa Nova, Horto do Carvalho, Águas Belas e Mirasol, com informações acerca do
resultado obtido com as mesmas;
6) à PETROBRAS: que inicie imediatamente tratativas com a EMURB e com a ADEMA a fim de executar medidas emergenciais e paliativas de drenagem para minorar a situação de alagamento que acomete a população circunvizinha às suas lagoas de estabilização e drenagem, rota de fuga e via amarela, apresentando em 15 (quinze) dias um plano de ação.
Fixo multa diária no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para o caso de descumprimento das determinações acima por qualquer dos requeridos.
Ainda, designo audiência pública a ser realizada no auditório deste Fórum, no dia 01/07/2009, às 9 (nove) horas, devendo ser intimadas as partes e dada ampla divulgação de sua realização. Intimar o MPE acerca do teor desta decisão, para dizer se pretende atuar no feito, e, se for o caso, requerer as medidas que pretende ver adotadas. Intimar também o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA para dizer se tem interesse na ação.
Publicar edital, com prazo de 60 dias, a partir da publicação, no diário oficial, a fim de que os interessados possam intervir no processo como litisconsortes, querendo, nos termos do art. 94, da Lei nº 8.078/90. Por oportuno esclareço que os interessados que já tomarem ciência da ação antes mesmo da publicação dos editais, podem, desde logo, ingressar na demanda.
Intimar, com urgência. Os mandados deverão retornar aos autos devidamente cumpridos no prazo máximo de 2 (dois) dias. Aracaju, 12 de junho de 2009.
Telma Maria Santos - Juíza Federal da 1ª Vara Da Seção Judiciária de Sergipe.

Educação Ambiental

Educação Ambiental
Mas o que é Educação Ambiental?
Educação Ambiental tem muitas definições:
Garrett Hardin, ecologista americano, diz que um cidadão do mundo moderno precisa:
*ler e escrever;
*compreender e usar números; e
*compreender e usar de modo sustentável os complexos sistemas ambientais dos quais fazemos parte.
Há muitas maneiras de definir a Educação Ambiental:
a) Educação Ambiental é a preparação de pessoas para a sua vida enquanto membros da biosfera;
b) Educação Ambiental é o aprendizado para compreender, apreciar, saber lidar e manter os sistemas ambientais na sua totalidade;
c) Educação Ambiental significa aprender a ver o quadro global que cerca um problema específico - sua história, seus valores, percepções, fatores econômicos e tecnológicos, e os processos naturais ou artificiais que o causam e que sugerem ações para saná-lo;
d) Educação Ambiental é a aprendizagem de como gerenciar e melhorar as relações entre a sociedade humana e o ambiente, de modo integrado e sustentável;
e) a Educação Ambiental significa aprender a empregar novas tecnologias, aumentar a produtividade, evitar desastres ambientais, minorar os danos existentes, conhecer e utilizar novas oportunidades e tomar decisões acertadas.
A Educação Ambiental, portanto, está diretamente ligada a nossa forma de vida como um todo: desde o que comemos, como moramos, o que vestimos até o que consumimos. Nossa postura frente ao cotidiano, nossas maneiras e até mesmo o nosso trabalho estão diretamente ligadas à Educação Ambiental.
Segundo Garrett Hardin a Educação Ambiental não substitui ou ultrapassa as disciplinas acadêmicas; precisa e aplica todas elas. Frente a um problema sócio ambiental qualquer, é provável que precisemos de alguns subsídios de história, economia, geologia, engenharia, estatística, ciência política e sociologia. E os profissionais envolvidos podem contribuir com idéias, combinando-as de forma criativa, integrando-as, considerando-as sob novas perspectivas e dando-lhes novas aplicações. Quem se engaja no processo acha-se intelectualmente excitante e diretamente útil na solução real de problemas urgentes. Descobre uma área nova, super-abrangente, que abarca a compreensão da complexidade, da beleza e da coerência do todo.
Desta forma tão bem explicada por Garrett Hardin fica fácil de percebermos que a Educação Ambiental deve ser trabalhada de forma multidisciplinar confirmando, assim, a necessidade de globaliza-la em português, matemática, ciências, etc., bem como nas áreas desenvolvidas no pré-escolar (afetiva, cognitiva, etc.).
A primeira Conferência intergovernamental em Educação Ambiental realizou-se em 1977, em Tbisili, na Geórgia, URSS. Considerando que todas as pessoas deveriam gozar do direito à Educação Ambiental, a Conferência mencionada decidiu serem as seguintes as finalidades, os objetivos e os princípios orientadores da Educação Ambiental:
AS FINALIDADES DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL:
a) ajudar a fazer compreender, claramente, a existência da interdependência econômica, social, política e ecológica, nas zonas urbanas e rurais;
b) proporcionar, a todas as pessoas, a possibilidade de adquirir os conhecimentos, o sentido dos valores, as atitudes, o interesse ativo e as atitudes necessárias para proteger e melhorar o meio ambiente;
c) induzir novas formas de conduta nos indivíduos, nos grupos sociais e na sociedade em seu conjunto, a respeito do meio ambiente.
AS CATEGORIAS DE OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL:
a) consciência: ajudar os grupos sociais e os indivíduos a adquirir consciência do meio ambiente global e ajudar-lhes a sensibilizar-se por essas questões;
b) conhecimento: ajudar os grupos sociais e os indivíduos a adquirir diversidade de experiências e compreensão fundamental do meio ambiente e dos problemas anexos;
c) comportamento: ajudar os grupos sociais e os indivíduos a comprometerem-se com uma série de valores, e a sentir interesse e preocupação pelo meio ambiente, motivando-os de tal modo que possa participar ativamente na melhoria e na proteção do meio ambiente;
d) habilidades: ajudar os grupos sociais e os indivíduos a adquirir as habilidades necessárias para determinar e resolver os problemas ambientais;
e) participação: proporcionar aos grupos sociais e aos indivíduos a possibilidade de participar ativamente nas tarefas que têm por objetivo resolver problemas ambientais.
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL: A Educação Ambiental deve:
a) considerar o meio ambiente em sua totalidade, ou seja, em seus aspectos naturais e criados pelo homem, tecnológicos, sociais, econômico, político, técnico, histórico-cultural, moral e estético;
b) construir um processo contínuo e permanente, começando pelo pré-escolar, e continuando através de todas as fases do ensino formal e não-formal;
c) aplicar um enfoque interdisciplinar, aproveitando o conteúdo específico de cada disciplina, de modo que se adquira uma perspectiva global e equilibrada;
d) examinar as principais questões ambientais, do ponto de vista do local, regional, nacional e internacional, de modo que os educandos se identifiquem com as condições ambientais de outras regiões geográficas;
e) concentrar-se nas situações ambientais atuais, tendo em conta também a perspectiva histórica;
f) insistir no valor e na necessidade da cooperação local, nacional e internacional para prevenir e resolver problemas ambientais;
g) considerar de maneira explícita, os aspectos ambientais nos planos de desenvolvimento e de crescimento;
h) ajudar a descobrir os sintomas e as causas reais dos problemas ambientais;
i) destacar a complexidade dos problemas ambientais (sócio ambientais) e, em conseqüência, a necessidade de desenvolver o senso crítico e as habilidades necessárias para resolver problemas;
j) utilizar diversos ambientes educativos e uma ampla gama de métodos para comunicar e adquirir conhecimento sobre o meio ambiente, acentuando devidamente as atividades práticas e as experiências pessoais.
Mensagem final:
Uma educação , que não seja ambiental, não é educação de modo algum.
Educadores, sim, ambientais, sim, mágicos, não!
Berenice Gehlen Adams
A Educação Ambiental cuida de um processo de educação permanente, que deve ser inserido em todos os contextos da atuação humana, alcançando desde as crianças até os mais velhos, mas como este processo educativo pode ser inserido com sucesso, e sem contradições, na sociedade do consumo?Se por um lado a Educação Ambiental busca conscientizar e sensibilizar a sociedade para o consumo sustentável, por outro lado apesar desse modelo consumista desastroso, sabe-se que se o consumo diminui, o sistema econômico entra em crise.Se por um lado a Educação Ambiental promove atividades que incentivam a reciclagem através de diferentes atividades didático-pedagógicas, por outro lado está-se incentivando o consumo, pois para reciclar é preciso ter materiais para serem reciclados. Certa vez uma menina do interior passou a comprar diariamente garrafas de refrigerante, e ao questioná-la sobre o "novo" hábito, ela me disse que sua escola estava fazendo uma gincana de quem arrecadasse mais garrafas PET, ou seja, sem perceber, atividades educacionais, com as melhores das intenções, acabam por incentivar o inverso.Se por um lado a Educação Ambiental busca sensibilizar a população para o respeito ao meio ambiente, por outro lado vemos estampado em jornais e informativos diversos, absurdos cometidos por nossos representantes, no governo, que burlam - ou ignoram - leis e derrubam em segundos, anos a anos de lutas para a criação de leis que minimizariam impactos ambientais. Sorrateiramente derrubam uma floresta de suor e até "sangue", pois sabemos que ambientalistas são alvos constantes de ameaças. Na coluna de Míriam Leitão do jornal "O Globo" do dia 5 de junho, ela diz que num "momento em que a ficha começa a cair no mundo, no Brasil ainda se pensa que é possível pôr abaixo a maior floresta tropical do planeta, como se ela fosse um estorvo.". Aí me pergunto também, por que deve existir um "partido verde" quando todos os partidos deveriam "ser verdes", pelo que se entende de Educação Ambiental?Então, diante destas e de tantas outras contradições, cobranças, indignações de quem espera que a Educação Ambiental seja mágica e solucione todos os problemas da Terra, como os educadores se sentem? Qual é a perspectiva deste educador ao tentar trabalhar a Educação Ambiental do jeito que sabe, pois muitos - para não dizer a maioria - não tiveram ninguém que se preocupasse em prepará-los, capacitá-los, efetivamente? Qual é a perspectiva deste educador quando suas tentativas são alvo de críticas e bombardeios conceituais acadêmicos muitas vezes indecifráveis para o vocabulário usual de nossos professores?Já repararam como tudo de errado que ocorre na sociedade - e agora no meio ambiente - recai sobre os ombros da educação, dos educadores?Sim! Somos alvos fáceis demais, pois somos frágeis, porque lidamos com sentimentos, pois cada aluno revela-se como um " raio 'x' " da sociedade brasileira. Lidamos com baixos salários - principalmente os educadores das séries iniciais (uma vergonha) - , com a violência, com a fome, com a miséria, com o desacato, com o desrespeito, com a carência afetiva das "pobres crianças ricas", com a carência física das crianças pobres.
Lidamos com a fase inicial da vida dos seres humanos, e por isso somos julgados, e o que é pior, somos "condenados", somos culpados pela falta de educação de um povo, e agora, pela crise ambiental da TERRA.
Haja força paciência e persistência para suportar tanto peso.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

qual o ´sexo do seu cérebro

Qual é o sexo do seu cérebro?
O cérebro humano pode ser feminino ou masculino independentemente do sexo biológico de uma pessoa. Faça o teste e saiba se o seu cérebro tem o mesmo sexo que seu corpo
Thaís Ferreira

PESQUISA O cérebro do homem pode ser feminino
As diferenças no corpo de homens e mulheres estão além da aparência e dos órgãos sexuais. A ciência detectou que até o cérebro apresenta características femininas ou masculinas. Essa diferença neurológica gera diferenças de comportamentos, sentimentos e modos de pensar entre homens e mulheres. Você consegue saber se seu amigo está triste ou irritado só de olhar para ele? Essa é uma característica de um cérebro feminino. Mas um homem também pode ter essa sensibilidade e outros comportamentos geralmente ligados a um cérebro feminino. Isso porque a sexualidade cerebral não está ligada diretamente ao sexo do corpo. “O sexo do cérebro é determinado pela quantidade de testosterona [hormônio masculino] a que o feto fica exposto no útero. Em geral, homens recebem doses maiores do que as mulheres. Mas isso varia e nós ainda não sabemos exatamente por quê”, diz a ÉPOCA a neuropsicologista Anne Moir, da Universidade de Oxford, na Inglaterra.
A diferença entre o cérebro dos dois gêneros tem raízes evolutivas. Segundo Moir, durante o desenvolvimento dos seres humanos, como o homem era o caçador, desenvolveu um cérebro com habilidades manuais, visuais e coordenação para construir ferramentas. Por isso, um cérebro masculino tem mais habilidades funcionais. Já as mulheres preparavam os alimentos e cuidavam dos mais novos. Elas tinham que entender os bebês, ler sua linguagem corporal e ajudá-los a sobreviver. Elas também tinham que se relacionar com as outras mulheres do grupo e dependiam disso para sobreviver na comunidade e, por isso, desenvolveram um cérebro mais social. Os homens, por sua vez, lidavam com um grupo de caçadores, não precisavam tanto um do outro e se comunicavam menos, apenas com sinais. Moir acredita que a diferença de sexo entre cérebro e corpo pode estar ligada às causas do homossexualismo. “Se a concentração de testosterona no útero está mais baixa do que o padrão para os homens, então o 'centro sexual' do cérebro será feminino e esse homem sentirá atração por outros homens. Se a concentração desse hormônio estiver alta, o 'centro sexual' será masculino e ele sentirá atração por mulheres”, diz Moir.
Faça o teste

Moir está desenvolvendo uma linha de pesquisa para entender melhor as diferenças neurológicas entre homens e mulheres e, para isso, desenvolveu um teste que mostra numa escala de 1 a 20 qual é o sexo do cérebro. O número 1 representa o cérebro mais masculino possível e o 20, o mais feminino. Quem se aproxima do 10 tem um cérebro misto. Segundo Moir, esse último caso é muito comum em suas pesquisas. Além do teste, outro fator que pode mostrar o sexo do cérebro de uma pessoa, segundo os estudos de Moir, é a medida dos dedos das mãos. Segundo os estudos da inglesa, geralmente, quem tem cérebro masculino tem o dedo indicador menor que o anelar (olhando para a mão de frente para a palma). Já cérebros femininos são associados a dedos indicadores do mesmo comprimento que os anelares. Mas isso não é uma regra sem exceção, como praticamente tudo na biologia. A pesquisadora diz que, às vezes, uma mesma pessoa tem uma mão nos padrões do cérebro masculino e outra do feminino e isso exige mais estudos para entender a organização do cérebro.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O sr. do labirinto

21/07/08, 10:04 - Governo
Filmagens de 'O Senhor do Labirinto' chegam ao fim em Sergipe
Foto: Jorge Henrique/ASN
Simone Aquino / Foto: Jorge Henrique/ASN
* Por Paloma Abdallah
Em 1989, a visita a uma exposição no Rio de Janeiro, onde a obra exposta era de autoria de um esquizofrênico. Catorze anos depois, um concurso de apoio ao Desenvolvimento de Roteiros Cinematográficos promovido pelo Ministério da Cultura e um dos roteiros inscritos trazia a vida e obra daquele artista. O resultado do concurso: a aprovação do roteiro. Nascia, assim, o projeto do longa-metragem ‘O Senhor do Labirinto', baseado no livro 'Arthur Bispo do Rosário - O Senhor do Labirinto', da jornalista Luciana Hidalgo.
O artista que fez com que Geraldo Motta inscrevesse um roteiro era o sergipano Arthur Bispo do Rosário. Nascido em Japaratuba, no interior sergipano, Bispo do Rosário mudou-se para o Rio de Janeiro em 1925, onde 13 anos depois foi diagnosticado um quadro de esquizofrenia. A partir de então, veio a internação na Colônia Juliano Moreira, onde ele produziu todas as suas ‘representações'. Essas ‘representações', como ele as denominava, foram feitas com sapatos velhos, linhas desfiadas dos seus uniformes, canecas, latas. Todas expostas no salão central da Colônia. Ele também foi responsável pela criação de um ponto inédito do bordado: a união do ‘correntinha' e da ‘caviado'.
"A obra dele é de uma contemporaneidade ímpar. O que ele estava produzindo dentro da Colônia, os artistas contemporâneos de ponta estavam produzindo. Só que esses artistas estavam dialogando com a tradição artística. O Bispo não! Ele estava de uma forma intuitiva fazendo o que todo mundo estava fazendo no novo movimento das artes plásticas. Isso é que é singular! Um homem solitário fazer o que todos almejavam fazer", disse Geraldo Motta, diretor do longa.
Com a aprovação do projeto, iniciou-se o processo de aprofundamento sobre a obra. Roteiro, atores, diretores precisavam ser escolhidos. Depois era preciso decidir em qual local seria filmado o longa. "Chegamos a Sergipe em agosto do ano passado para o processo de captação de recursos. Eu sabia que era preciso sensibilizar não só a parte governamental, mas a iniciativa privada. O desafio aqui era trazer um projeto que tivesse identidade com a região, ao mesmo tempo em que pudesse ter uma importância cultural e econômica", afirmou a produtora e representante da Tibet Filme, Eliza Tolomelli.
Parceiros
Um dos primeiros parceiros a incentivar que as filmagens fossem realizadas em Sergipe foi o Governo do Estado. Através do Programa de Apoio Cultural desenvolvido pelo Banese, foram investidos R$ 500 mil na produção do filme. Em outro convênio, através do Fundo Estadual de Patrocínio de Projetos de Comunicação Social, da Secretaria de Comunicação, o investimento chegou a R$ 270 mil.
"Eu faço cinema há muitos anos. Esse é meu 17º longa-metragem e sempre estamos associando o poder público à iniciativa privada. Mas durante todo este tempo vi pouquíssimos governos abraçarem tanto a causa do audiovisual quanto o Governo de Sergipe. Foram eles que primeiro disseram: ‘venham que nós vamos tocar juntos esse projeto'. E tem sido um grande parceiro. Eu tenho gostado muito da relação com eles, é um pessoal que tem visão muito boa, que não é acomodado, que está sempre querendo o melhor", relatou a produtora.
Além do Governo do Estado e do Banese, são parceiros do filme a Petrobras, a Fafen, a Prefeitura Municipal de Aracaju, a Prefeitura Municipal de Japaratuba, a Prefeitura Municipal de Laranjeiras, a Construtora Norcon, a Construtora Celi, a Fábrica de Cerâmica Escurial, Água Mineral Imperial, a empresa de telefonia Oi, o Grupo Maratá, a Unimed, o Grupo Constâncio Vieira e o Sebrae.
Oficinas
Em junho deste ano, as filmagens foram iniciadas no prédio do antigo Centro Psiquiátrico Garcia Moreno, localizado no município de Nossa Senhora do Socorro, na região da Grande Aracaju. O processo de capacitação da mão-de-obra local, no entanto, começou muito antes com as oficinas realizadas. "Fizemos várias oficinas que envolveram quase 700 pessoas, entre oficinas de ator, de assistente de direção, de figuração, de arte, de costura e de bordado. Muita gente entrou em contato com o universo não conhecia ou que conhecia e queria desenvolver", relatou Elisa.
Durante as gravações, 120 pessoas foram empregadas diretamente, sendo 90 sergipanas. Entre as pessoas empregadas esteve a bordadeira, Gilda Mathias. Moradora do município de Laranjeiras, Gilda participou o dinheiro que ela ganhou foi para pagar o curso de informática do seu filho. "Foi muito bom porque ganhei um dinheiro extra, que serviu para pagar o curso de computação do meu filho mais velho. Ele está no último ano do colégio e antes de começar a faculdade queria ter um curso de informática. Só consegui pagar por causa do filme", disse.
Gilda nunca entrou em uma sala de cinema. Provavelmente, sua primeira ida ao cinema seja na estréia do filme ‘O Senhor do Labirinto', marcada para o segundo semestre de 2009. "Quando me chamaram para participar, achava que era só para bordar, mas fiquei feliz em poder participar da filmagem também", disse Gilda, que foi figurante em uma das cenas do Bispo quando criança.
Finalização
As filmagens foram finalizadas na última sexta-feira, 18. Toda a reprodução da obra de Arthur Bispo do Rosário será doada ao Governo do Estado. Para a figurinista do filme, Simone Aquino, as vantagens vão muito além da doação das réplicas ou das oficinas.
"O que vai ficar para Sergipe é a vida de Arthur Bispo do Rosário. Desde que ele morreu, a obra dele foi para Europa, foi para o mundo intelectualizado, para o mundo cult. Depois trouxemos Arthur Bispo para a raiz e reproduzimos a história para voltar ao mundo com a nossa visão sergipana e brasileira. Trazer a arte de Bispo do Rosário para Sergipe é desvendar vários códigos na obra dele que nós não desvendávamos. Foi conhecendo a cultura dele, de onde ele veio que a gente consegue entender melhor toda a criação", afirmou Simone.

Arthur Bispo do Rosario

Descrição:
Arthur Bispo do Rosário criou, ao longo de cinqüenta anos interno na Colônia Juliano Moreira, no Rio de Janeiro, peças que deram cor e sentido à sucata recolhida no asilo psiquiátrico, acreditando que suas obras seriam apresentadas ao Todo-Poderoso no dia do Juízo Final. Em 1995, seus bordados, mantos, assemblages e estandartes representaram o Brasil na Bienal de Veneza e, desde então, foram requisitados para mostras em Paris e Nova York. Neste livro, a jornalista carioca Luciana Hidalgo desvenda a personalidade fascinante desse artista para quem criar significava a própria salvação.
Editora: Rocco
Autor: LUCIANA HIDALGO
ISBN: 9788532506993
Origem: Nacional
Ano: 1996
Edição: 1
Número de páginas: 208
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

patrocinio do filme o senhor do labirinto

Governo e Banese vão patrocinar o filme 'O Senhor do Labirinto'Data 11/04/2008 Assunto: CGE
Por ASN
Resgatar e dar dimensão nacional à história de Arthur Bispo do Rosário, um sergipano de Japaratuba que mudou-se para o Rio de Janeiro e, vitimado por problemas mentais e morando em instituições de atendimento psiquiátrico, começou a produzir uma obra artística que hoje obtém reconhecimento internacional.
Por ASN
Resgatar e dar dimensão nacional à história de Arthur Bispo do Rosário, um sergipano de Japaratuba que mudou-se para o Rio de Janeiro e, vitimado por problemas mentais e morando em instituições de atendimento psiquiátrico, começou a produzir uma obra artística que hoje obtém reconhecimento internacional.
Essa é a idéia original do filme "O Senhor do Labirinto", cujo contrato de patrocínio foi assinado na tarde desta quinta-feira, 10, pelo governador Marcelo Déda, nas instalações da Unidade Produtiva do Jardim Esperança, onde estão sendo produzidas peças cenográficas para o filme.
"Não poderíamos deixar que o resgate dessa história tão importante para a cultura sergipana e para a dimensão da obra de Bispo do Rosário fosse cancelado ou produzido em outro lugar. Vamos apoiar esse projeto por acreditar na grandeza histórica desse sergipano e, em 2009, centenário de nascimento de Arthur Bispo do Rosário, comemoraremos com o lançamento do filme em todo o Brasil. Essa é a melhor homenagem que poderíamos fazer à memória de Bispo do Rosário", justificou o governador Marcelo Déda.
Papel Social
Através do Programa de Apoio Cultural desenvolvido pelo Banco do Estado de Sergipe (Banese), serão investidos R$ 500 mil na produção do filme. Em outro convênio, através do Fundo Estadual de Patrocínio de Projetos de Comunicação Social, também serão investidos R$ 270 mil, totalizando R$ 770 mil para a produção do longa metragem.
O filme sediará 95% de suas filmagens em Aracaju, contando com 80% de mão-de-obra local, entre elenco, integrantes da produção e equipe técnica. Além disso, a Tibet Filme, produtora do longa metragem, se compromete a doar para o acervo do Governo do Estado de reproduções das obras de Bispo do Rosário utilizados na cenografia do filme.
Essas obras estão sendo produzidas através de oficinas em parceria com a Fundação Municipal do Trabalho, na capital, e de artesãos em municípios do interior do Estado. "Esse trabalho está qualificando sergipanos que estão trabalhando no cenário, na montagem das peças, preparando todos da produção e, com isso, criando as condições para que Sergipe possa trair outras produções cinematográficas e, aos poucos, se transformar numa referência para locações e produções de filmes no país", disse Déda.
Os convênios foram assinados pelo governador Marcelo Déda, pela secretária de Estado da Comunicação, Eloísa Galdino, pelo presidente do Banese, João Andrade, e pela produtora e representante da Tibet Filme, Eliza Tolomelli.
Programas de Patrocínio
Marcelo Déda fez questão de ressaltar a preocupação com a profissionalização dos programas de patrocínio do Banese e do ineditismo do Fundo Estadual de Patrocínio de Projetos de Comunicação Social, relatando-os como instrumentos para valorização da produção cultural local, adotando critérios objetivos e de interesse social para a concessão dos respectivos patrocínios. "Pela primeira vez temos uma política de patrocínio previsível e institucional, estabelecida por lei", enfatizou Déda.
O presidente do Banese, João Andrade, por sua vez, ressaltou a importância para o banco de agregar sua marca a uma iniciativa que resgatará a história de um ilustre sergipano, além de valorizar a nossa cultura em nível nacional. "Isto é motivo de orgulho para o Banese, que vem buscando cumprir seu papel social fortalecendo iniciativas de interesse cultural e histórico para o povo sergipano. Nosso nome estará nos créditos do filme que será exibido em todo o país, apoiando a valorização de um nome já respeitado no cenário artístico internacional", frisou.
O prefeito da capital, Edvaldo Nogueira, ressaltou a importância do filme ter 95% das locações em Aracaju e de utilizar a mão-de-obra local, gerando emprego e renda além do imensurável valor do resgate histórico proporcionado. "Através das oficinas de Marcenaria e Bordado, utilizadas na confecção de boa parte dos elementos cenográficos, estamos preparando uma leva de profissionais que passarão a contar com uma atividade rentável lhes dando sustentabilidade", salientou Nogueira.
"Além disso, ofereceremos uma contribuição de R$ 80 mil para a produção, pois daremos ainda mais repercussão a informações positivas sobre Sergipe e, particularmente, Aracaju que ocupa espaços valorosos na mídia nacional graças ao título de "capital com a melhor qualidade de vida do país"", ressaltou.
Emoção
Numa fala permeada pela emoção, o ator Flávio Bauraque, que interpretará o papel de Bispo do Rosário no filme, disse estar muito contente com a acolhida do povo sergipano e com a importância de interpretar uma personagem de tamanha importância para a história sergipana. "Fiquei muito emocionado quando vi essas obras e busquei compreender um pouco mais a história desse artista, além de me impressionar por todo esse povo movido pela energia de alguém que já se foi e continua tão presente para todos aqui", relatou Bauraque.
A produtora do filme, Eliza Tolomelli, também falou de sua realização ao concretizar esse projeto e ressaltou o apoio que recebeu de diversas instituições, entidades e personalidades sergipanas para a produção do filme. "Nunca fui tão bem entendida e acolhida como aconteceu aqui. Já participei de 15 longas metragens e tenho certeza que faremos uma obra que buscará retratar aspectos da vida e recuperar a memória de um dos melhores artistas contemporâneos do mundo", disse ela.
Segundo o governador, o filme ajuda a elevar a auto-estima do sergipano e, principalmente, a mostrar a grandeza da arte brasileira e a riqueza da arte popular, de excelente qualidade. "Não há uma galeria ou um museu nos Estados Unidos, na Europa ou em qualquer parte do mundo que não queira ou dispute uma exposição de Arthur Bispo do Rosário. Não há um crítico ou historiador de arte que abra o seu capítulo de arte contemporânea sem buscar mostrar o trabalho de Arthur Bispo. Ele é um dos grandes artistas do Brasil", afirmou o governador.
Presenças
Também participaram da solenidade o vice-governador Belivaldo Chagas, o secretário de Estado da Cultura, Luís Alberto Santos, os secretários-adjuntos de Estado da Comunicação, Maurício Pimentel, e de Cultura, Marcelo Rangel, a deputada estadual Tânia Soares, entre outras autoridades.Está notícia foi publicada no Controladoria Geral do Estado de Sergipehttp://www.cge.se.gov.br